quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Encontro com o Vinho 2009

Nada como o Encontro com o Vinho 2009 para voltar à escrita! Trata-se da maior feira de vinhos de Lisboa, organizada pela Revista de Vinhos no já habitual Centro de Congressos de Lisboa.
Comparando com a edição do ano passado, verificaram-se algumas melhorias, principalmente no número de Colheitas Tardias (Late Harvest) disponíveis, que revela maior aceitação deste vinho não tão habitual no nosso país. No entanto, a meu ver, a escolha é ainda reduzida...
O Granjó, da Real Companhia Velha continua ser a referência no mercado português de Colheitas Tardias, embora prefira recomendar o Quinta da Alorna Colheita Tardia, que não conhecia e que foi sem dúvida o que mais se destacou.
O Rozés Late Harvest 2008 está ainda melhor que o de 2007 e o Aneto 2007 Colheita Tardia foi também uma agradável surpresa.
De referir ainda o FLP 2008, do Luís Pato , que sendo vendido com a designação de Vinho Molecular e não sendo um Colheita Tardia, é indicado para acompanhar o mesmo tipo de pratos - foie gras ou mesmo queijo da Serra.
Nos vinhos tintos, embora não tenha sido o meu principal enfoque nesta edição do Encontro com o Vinho, não posso deixar de destacar o Obsessão, da Altas Quintas, um alentejano realmente obsessivo, tanto no paladar como no preço. Do mesmo produtor, destaco também o Altas Quintas 2006, que está muito bom e ao contrário do Obsessão tem uma relação qualidade preço muito convidativa.
Uma última nota para o Poças Pink, um vinho do Porto Rose com grande potencial para… cocktails! Assim que tiver feito mais algumas experiências, com certeza terei novidades na minha demanda por cocktails com ingredientes portugueses.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

De volta ao Cocktails.pt

Depois de algum tempo sem dar noticias, estou de volta ao mundo bloguístico, em particular ao Cocktails.pt. Hoje ainda não deixo nenhuma nova receita, escrevo apenas para abrir o apetite e alertar para o aproximar do final da minha experiencia no Cocktail88. É verdade, só têm até domingo dia 5 para me fazerem uma vista! Aproveitem!
Em contrapartida, vou voltar a ter tempo para me dedicar ao Cocktails.pt, agora com maior conhecimento prático, adquirido no Cocktail88.
Quero aproveitar para agradecer ao Mário, ao Francisco, ao Luís, ao Fred, à Magda, à Andreia e à Luana a oportunidade de termos trabalhado juntos, assim como a todos os clientes e amigos que nos visitaram e experimentaram os nossos cocktails e me ajudaram com críticas e sugestões.
Aproveitando a experiência no Cocktail88, durante os próximos tempos vou partilhar convosco as criações que inclui na lista para acompanhar o sushi, assim como os acertos que fiz para conseguir adaptar os cocktails ao gosto dos clientes. Além disto, pretendo partilhar convosco alguns eventos em que estive presente (dedicados a vinhos ou cocktails), assim como os vários blogs, sites e afins que tenho vindo a acompanhar sobre este tema.
Entretanto, dou-me agora conta que deixei passar o aniversário do Cocktails.pt sem o assinalar, que passou a Primavera sem o utilizar o design que tinha preparado e que ainda não consegui participar no http://www.bardotnet.com/ depois do elogioso convite que me foi dirigido...
Sendo assim, o melhor mesmo é ficarem atentos, porque novidades certamente virão!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Livros:The Joy of Mixology e The Bartender's Best Friend

Aproveitando algum tempo livre, vou finalmente conseguir escrever sobre alguns dos livros que tenho usado para fazer os meus cocktails. Desta vez vou falar de dois livros do casal Regan, que já tenho referenciado aqui no blog:

- The Joy of Mixology, do Gary Regan,
- The Bartender's Best Friend, da Mardee Haidin Regan.

The Joy of Mixology é a base do curso avançado de mixologia promovido pelo Gary Regan. Descreve todas as técnicas essenciais tanto para o barman profissional como para o mero interessado. A classificação dos cocktails por famílias tem-me constantemente ajudado a relembrar receitas de cocktails que, de outra forma, não me lembraria da receita enquanto estou a trás do barde servir.
Dicas para o barman profissional não faltam também neste livro: como cobrar aos clientes, como lidar com clientes que já beberam demais ou como montar um bar são dicas indispensáveis para quem quer levar o interesse por cocktails um pouco mais longe.
Tudo isto numa linguagem simples e aberta a reflexão, mantendo a ideia doembora o Gary não deixe nunca de salvaguardar que, por muito que cada um saiba ou ache que sabe sobre cocktails, no bar quem manda é o cliente (se o leitor for o dono do bar), ou o dono do bar (se o leitor for o empregado)...

The Bartender's Best Friend é um livro completamente diferente. Diria que é mais um "wad-o-drinks", uma compilação de 850 receitas, com um pequeno capítulo sobre as técnicas básicas de um barman.
Três coisas importantes num "wad-o-drinks": 1) que seja resistente, para o utilizar num bar, 2) que seja de rápida consulta e 3) que a selecção de bebidas seja boa. Com uma capa impermeável, com um bom glossário e com a reputação do casal Regan por detrás da selecção de cocktails, este é um livro que só aumenta o respeito pelo barman que o consulta para melhorar o seu trabalho.

Para quem quiser saber mais sobre este casal de mixologistas, sugiro visitarem o seu site, o Ardent Spirits e juntarem-se à mailing list. Fica ainda a sugestão de um outro livro destes autores, o New Classic Cocktails, com vários cocktails de vários dos melhores mixologistas de todos o mundo, recolhidos pelo casal Regan.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Caipirinha: Um salto para o Brasil?

Brasil? Longe vai o tempo em que era preciso voar até lá… Hoje, é talvez o cocktail mais procurado em Portugal!
Certo é que moda da Caipirinha pegou por cá, sendo possível prová-la em quase qualquer lugar, em qualquer uma das suas mil e uma formas. Desde a simples substituição da cachaça por vodka (Caipiroska) ou por rum Bacardi (CaipiBacardi) até à mistura com outros sabores de fruta como morango ou manga (Morangoska ou Mangoska respectivamente), criatividade não falta à volta desde simples cocktail.
E é em tudo um verdadeiro cocktail: Inclui uma bebida espirituosa, a Cachaça (já começa a ser possível encontrar cachaças muito boas no mercado português), conta com um elemento ácido, a Lima, e com um adoçante, o Açúcar. Tudo isto faz com que esta bebida se insira na família dos Sours, fazendo companhia a cocktails clássicos como o Collins e o Gin Fizz, e a cocktails famosos como o Daiquiri, o Sidecar ou o Mojito.
A minha preferência recai sobre as Morangoskas, feitas com um bom vodka e com morangos verdadeiros! Nesta altura do ano talvez seja mais fácil encontrar um bom concentrado de morango do que morangos que saibam bem, mas, ainda assim, é sempre bom, no meio do inverno, beber algo que nos faça recordar outras alturas do ano, mais quentes e com menos chuva!
Uma nota em relação à preparação: Embora a Caipirinha seja feita directamente no copo em que é servida e com gelo picado, prefiro fazê-la no shaker, agitá-la com gelo e servi-la num copo com cubos de gelo, sem os restos das limas. Assim, evitamos não só um copo peganhento na mão, mas também acabar por beber uma água com sabor a lima (pelo facto de o gelo estar inteiro).
Uma nota em relação à lima: E embora se use apenas uma lima, nem todas as limas são do mesmo tamanho, por isso é por vezes necessário, de vez em quando, acrescentar mais um quarto de lima.
Caipirinha

1 Lima cortada em oitavos
2 1/2 oz. (75 ml) de Cachaça
1 colher de sopa de Açúcar

Juntar a lima e o açúcar no copo de mistura, macerar com o mudler até se extrair todo o sumo da lima, acrescentar o gelo e a cachaça, fechar o shaker com o copo de metal e agitar (shake).
Servir (strain) num copo “rocks”, cheio de gelo.
Enfeitar (garnish) com um quarto de lima.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Martini: Esqueçam o Bond! Sim, o James...

Decidi-me finalmente a escrever o post sobre o Martini o cocktail mais conhecido do mundo, muito por causa de um certo agente secreto, que teima em não o saber pedir.

Diz a regra que...
...um Martini não se faz com vodka, um Martini tem de levar mais do que umas gotas de vermute, um Martini não se faz sem "orange bitters" (ou pelo menos eu não o faço) e, principalmente, um Martini mexe-se com uma colher, não se agita no shaker!

Mas...
...não podemos esquecer a máxima de qualquer bar: é o cliente que manda. Sendo assim, se me pedirem um Martini, faço-o como o quiserem: com ou sem vermute, com ou sem bitters, agitado ou mexido...

Detalhes técnicos:
Apesar de respeitar um Vodka Martini com Moskovskaya, o meu Martini preferido, por enquanto, é mesmo com Plymouth, Noilly Prat e Regans’ Orange Bitters N.º6, com uma proporção de gin para vermute de 5:1.
Devo dizer que continuo a experimentar várias proporções de gin e vermute: Com mais vermute do que 3:1, só sabe a vermute; com menos vermute do que 6:1, mais vale não utilizar o vermute! Alguém quer opinar sobre este tema?

Dry or sweet?
Hoje em dia, qualquer bar considera que um Martini é sempre "dry", feito com vermute seco, mas pode ser que algum dia volte a aparecer o Martini "sweet", feito com vermute tinto, que desapareceu quase por completo de circulação. Embora seja uma bebida completamente diferente, tem as suas qualidades! Embora a escolha de vermute seja bastante limitada em Portugal, está a haver um renascimento de vermutes tintos e secos, tanto de origem europeia como americana, que com certeza permitirá um aumento da qualidade dos vermutes disponíveis e que espero que eventualmente chegue ao nosso mercado.

Conclui-se assim:
O Martini é uma bebida que varia muito com as marcas utilizadas, como não podia deixar de ser, mas a decisão sobre quais as melhores marcas e qual a melhor maneira de o fazer depende do gosto de cada um!
Martini

2 1/5 oz (75 ml) de Gin
1/5 oz (15 ml) de Vermute seco
2 gotas (dashes) de Regans’ Orange Bitters N.º6

Juntar os ingredientes num copo de mistura com gelo, e mexer com uma colher (stir).
Servir no copo de cocktail, sem gelo (strain).
Enfeitar (garnish) com uma azeitona.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Entretanto...

Via Werbeblogger

Tenho andado com pouca inspiração para escrever aqui no blog, tenho estado algo ocupado a criar cocktails para o Cocktail88 e a tirar as fotos para o menu. Acho que este video é um sucedanio enquanto não escrevo um post a sério.

Já agora, dêm uma olhada no http://chanticleersociety.org/

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Especial de Natal de Maçã: Já vos disse que não sou bom a dar nomes?

Escrever aqui no blog tem sido cada vez mais difícil, principalmente nesta época natalícia… Mas note-se que ainda não fiz uma única compra de natal, porque todas as prendas interessantes que vejo, como esta e esta, ou mais dedicadas aos cocktails como esta, esta (mas na Whisky & Co) e esta, são sempre mais indicadas para mim do que para os meus amigos. Para simplificar, acho que vou optar por oferecer vinho a toda a gente! Difícil será encontrar o vinho certo para a pessoa certa...
Voltando aos cocktails, e tentando inovar um pouco… Sendo esta uma altura de se estar com os amigos e com a família, sugiro um cocktail pouco alcoólico e algo doce. Chamei-lhe Especial de Natal de Maçã porque o cheiro de maçãs e canela sempre me fizeram lembrar o Natal. Os sabores a citrinos, o bitters e o vodka citron, servem apenas para evitar que se torne demasiado enjoativo.
Este cocktail foi feito especialmente para o Cocktail 88, onde podem experimentar estes e outros cocktails de 4ª a Domingo, a partir das 19h, e acompanhá-los com sushi, que combinam muito bem.
Especial de Natal de Maçã

1/2 oz (15ml) de Licor de Maçã
1/2 oz. (15ml) de Vodka Citron
1 oz. (30ml) Sumo de Maçã
Espuma de Canela a gosto

Preparar um copo de cocktails, enchendo-o com gelo e água ou deixando-o refrescar no frigorífico ou congelador.
Misturar os ingredientes com gelo no shaker e agitar (shake),
Servir no copo de cocktail, sem gelo (strain).
Acrescentar a Espuma de Canela, sobre as costas duma colher, de forma a flutuar no cocktail.
Enfeitar (garnish) com um pau de canela.

Espuma de Canela

1 clara de ovo
1/2 oz. (15ml) de Xarope de Canela
3 gotas de Regans' Orange Bitters N.º 6
Bater os ingredientes, até ter uma consistencia de espuma, mas mantendo-se liquida. Usar no momento.
P.S.- Também fui a esta feira, mas não tive tempo de escrever sobre o assunto, talvez para o ano. Deixo só a nota que experimentei 2 cocktails feitos por escanções portugueses e espero experimentar mais alguns nos próximos eventos do Cocktail do Mês.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cocktails e Sushi no Cocktail88

Vou estar este fim de semana a fazer cocktails clássicos e de natal no Sushi e Cocktail Bar, Cocktail88, que é um bar novo, com um ambiente inovador e acolhedor, e que já apareceu na Time Out, Visão, Casa Claudia e Happy Woman.
Espero que apareçam, apreciadores de cocktails ou não, para experimentar algumas bebidas novas e clássicas.
O Cocktail88 fica na Rua de S. Mamede ao Caldas, nº16-A, e vou lá estar entre as 19h e 2h da manhã, este fim de semana (6ª feira, Sábado e Domingo). Deixo-vos algumas fotografias do espaço para abrir o apetite.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Porto e Douro Wineshow 08

A melhor maneira de apreciar o vinho é, como se sabe, na companhia de amigos. E foi assim que, este fim-de-semana, o pude apreciar no Porto e Douro Wineshow 08, no Convento do Beato, onde decorriam também as feiras Lisboa Gourmet 08 e Essência das Jóias 08, que na minha opinião, além de demasiado jovens, roubaram espaço que poderia ser melhor utilizado para os diversos stands de vinho. Todavia, tentando ser justo, devo dizer que esta crítica se deve às elevadas expectativas (que pude confirmar) relativamente ao Wineshow, bastante mais bem organizado e com maior atenção aos detalhes do que o Encontro com o Vinho 2008.
Nos eventos a decorrer no Wineshow, aprendi, com o Fernando Melo, mais sobre os tipos de vinho do Porto e, com Manuel Moreira, sobre a casta Touriga nacional. Tenho pena de não ter assistido às Provas Comentadas, bem como às Harmonizações mas, sendo o programa demasiado extenso para os dois dias, acabei por me decidir pelas Conversas sobre o Vinho, que não implicavam inscrição.
Nos stands, concentrei-me na minha procura pelo Colheita Tardia ideal. Da pequena selecção disponível, o Late Harvest da Quinta da Sequeira foi o meu preferido pela sua atraente simplicidade, sendo que tanto o Late Harvest da Rozès como o Grandjó da Real Companhia Velha, são, a meu ver, muito bons e complexos.
Nos stands de vinho do Porto, não posso deixar de realçar o Ode, rebranding do Porto Solene, que me atraiu pelo design da garrafa. Gostei especialmente do Special Reserve Ruby, ao contrário do Special Reserve Tawny que, na minha opinião, é capaz de precisar de mais alguns anos, embora tenha grande potencialidade. A Porto Rozès Colors Collection, embora já conhecesse, também merece um destaque especial, pelo seu sabor e design estar claramente orientado para os consumidores mais jovens, tal como o G Porto by Gilberts.
Nos outros stands, encontrei, no sábado, a Cocktail Academy do Paulo Ramos a fazer cocktails com vinho, com ideias inovadoras e que hei-de experimentar e, no domingo, com um vinho quente feito no momento, também interessante, mas sem o mesmo impacto dos de sábado. Encontrei também a água Speyside Glenlivet, importada pela Sabores Gourmet, que vou passar a utilizar nos meus cocktails, para além das diversas lojas de doces caseiros, como por exemplo a D.O.P. (Delicias de Origem Portuguesa) e a Zira Cadaval.
Não sendo possível falar de todos os vinhos e produtos portugueses que experimentei, tentei deixar aqui um testemunho das principais impressões. Espero ter conseguido despertar-vos suficiente interesse para nos encontrarmos por lá no próximo ano!

Aproveito ainda para deixar um agradecimento ao Luís Tito, pela referencia ao Cocktails.pt na sua Barbearia.