quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Livros:The Joy of Mixology e The Bartender's Best Friend

Aproveitando algum tempo livre, vou finalmente conseguir escrever sobre alguns dos livros que tenho usado para fazer os meus cocktails. Desta vez vou falar de dois livros do casal Regan, que já tenho referenciado aqui no blog:

- The Joy of Mixology, do Gary Regan,
- The Bartender's Best Friend, da Mardee Haidin Regan.

The Joy of Mixology é a base do curso avançado de mixologia promovido pelo Gary Regan. Descreve todas as técnicas essenciais tanto para o barman profissional como para o mero interessado. A classificação dos cocktails por famílias tem-me constantemente ajudado a relembrar receitas de cocktails que, de outra forma, não me lembraria da receita enquanto estou a trás do barde servir.
Dicas para o barman profissional não faltam também neste livro: como cobrar aos clientes, como lidar com clientes que já beberam demais ou como montar um bar são dicas indispensáveis para quem quer levar o interesse por cocktails um pouco mais longe.
Tudo isto numa linguagem simples e aberta a reflexão, mantendo a ideia doembora o Gary não deixe nunca de salvaguardar que, por muito que cada um saiba ou ache que sabe sobre cocktails, no bar quem manda é o cliente (se o leitor for o dono do bar), ou o dono do bar (se o leitor for o empregado)...

The Bartender's Best Friend é um livro completamente diferente. Diria que é mais um "wad-o-drinks", uma compilação de 850 receitas, com um pequeno capítulo sobre as técnicas básicas de um barman.
Três coisas importantes num "wad-o-drinks": 1) que seja resistente, para o utilizar num bar, 2) que seja de rápida consulta e 3) que a selecção de bebidas seja boa. Com uma capa impermeável, com um bom glossário e com a reputação do casal Regan por detrás da selecção de cocktails, este é um livro que só aumenta o respeito pelo barman que o consulta para melhorar o seu trabalho.

Para quem quiser saber mais sobre este casal de mixologistas, sugiro visitarem o seu site, o Ardent Spirits e juntarem-se à mailing list. Fica ainda a sugestão de um outro livro destes autores, o New Classic Cocktails, com vários cocktails de vários dos melhores mixologistas de todos o mundo, recolhidos pelo casal Regan.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Caipirinha: Um salto para o Brasil?

Brasil? Longe vai o tempo em que era preciso voar até lá… Hoje, é talvez o cocktail mais procurado em Portugal!
Certo é que moda da Caipirinha pegou por cá, sendo possível prová-la em quase qualquer lugar, em qualquer uma das suas mil e uma formas. Desde a simples substituição da cachaça por vodka (Caipiroska) ou por rum Bacardi (CaipiBacardi) até à mistura com outros sabores de fruta como morango ou manga (Morangoska ou Mangoska respectivamente), criatividade não falta à volta desde simples cocktail.
E é em tudo um verdadeiro cocktail: Inclui uma bebida espirituosa, a Cachaça (já começa a ser possível encontrar cachaças muito boas no mercado português), conta com um elemento ácido, a Lima, e com um adoçante, o Açúcar. Tudo isto faz com que esta bebida se insira na família dos Sours, fazendo companhia a cocktails clássicos como o Collins e o Gin Fizz, e a cocktails famosos como o Daiquiri, o Sidecar ou o Mojito.
A minha preferência recai sobre as Morangoskas, feitas com um bom vodka e com morangos verdadeiros! Nesta altura do ano talvez seja mais fácil encontrar um bom concentrado de morango do que morangos que saibam bem, mas, ainda assim, é sempre bom, no meio do inverno, beber algo que nos faça recordar outras alturas do ano, mais quentes e com menos chuva!
Uma nota em relação à preparação: Embora a Caipirinha seja feita directamente no copo em que é servida e com gelo picado, prefiro fazê-la no shaker, agitá-la com gelo e servi-la num copo com cubos de gelo, sem os restos das limas. Assim, evitamos não só um copo peganhento na mão, mas também acabar por beber uma água com sabor a lima (pelo facto de o gelo estar inteiro).
Uma nota em relação à lima: E embora se use apenas uma lima, nem todas as limas são do mesmo tamanho, por isso é por vezes necessário, de vez em quando, acrescentar mais um quarto de lima.
Caipirinha

1 Lima cortada em oitavos
2 1/2 oz. (75 ml) de Cachaça
1 colher de sopa de Açúcar

Juntar a lima e o açúcar no copo de mistura, macerar com o mudler até se extrair todo o sumo da lima, acrescentar o gelo e a cachaça, fechar o shaker com o copo de metal e agitar (shake).
Servir (strain) num copo “rocks”, cheio de gelo.
Enfeitar (garnish) com um quarto de lima.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Martini: Esqueçam o Bond! Sim, o James...

Decidi-me finalmente a escrever o post sobre o Martini o cocktail mais conhecido do mundo, muito por causa de um certo agente secreto, que teima em não o saber pedir.

Diz a regra que...
...um Martini não se faz com vodka, um Martini tem de levar mais do que umas gotas de vermute, um Martini não se faz sem "orange bitters" (ou pelo menos eu não o faço) e, principalmente, um Martini mexe-se com uma colher, não se agita no shaker!

Mas...
...não podemos esquecer a máxima de qualquer bar: é o cliente que manda. Sendo assim, se me pedirem um Martini, faço-o como o quiserem: com ou sem vermute, com ou sem bitters, agitado ou mexido...

Detalhes técnicos:
Apesar de respeitar um Vodka Martini com Moskovskaya, o meu Martini preferido, por enquanto, é mesmo com Plymouth, Noilly Prat e Regans’ Orange Bitters N.º6, com uma proporção de gin para vermute de 5:1.
Devo dizer que continuo a experimentar várias proporções de gin e vermute: Com mais vermute do que 3:1, só sabe a vermute; com menos vermute do que 6:1, mais vale não utilizar o vermute! Alguém quer opinar sobre este tema?

Dry or sweet?
Hoje em dia, qualquer bar considera que um Martini é sempre "dry", feito com vermute seco, mas pode ser que algum dia volte a aparecer o Martini "sweet", feito com vermute tinto, que desapareceu quase por completo de circulação. Embora seja uma bebida completamente diferente, tem as suas qualidades! Embora a escolha de vermute seja bastante limitada em Portugal, está a haver um renascimento de vermutes tintos e secos, tanto de origem europeia como americana, que com certeza permitirá um aumento da qualidade dos vermutes disponíveis e que espero que eventualmente chegue ao nosso mercado.

Conclui-se assim:
O Martini é uma bebida que varia muito com as marcas utilizadas, como não podia deixar de ser, mas a decisão sobre quais as melhores marcas e qual a melhor maneira de o fazer depende do gosto de cada um!
Martini

2 1/5 oz (75 ml) de Gin
1/5 oz (15 ml) de Vermute seco
2 gotas (dashes) de Regans’ Orange Bitters N.º6

Juntar os ingredientes num copo de mistura com gelo, e mexer com uma colher (stir).
Servir no copo de cocktail, sem gelo (strain).
Enfeitar (garnish) com uma azeitona.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Entretanto...

Via Werbeblogger

Tenho andado com pouca inspiração para escrever aqui no blog, tenho estado algo ocupado a criar cocktails para o Cocktail88 e a tirar as fotos para o menu. Acho que este video é um sucedanio enquanto não escrevo um post a sério.

Já agora, dêm uma olhada no http://chanticleersociety.org/