quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Piña Colada: Falta calor!

Este verão está a ser demasiado tépido! É verdade que temos menos fogos e continuamos a ir à praia, mas este verão não está a ser suficientemente quente. Já há algum tempo que tenho preparada a foto e a receita da Piña Colada, mas estava à espera de que o termómetro aumentasse alguns graus para escrever sobre bebidas tropicais, mas parece que este ano não vai ficar mais calor do que isto.
Comecei por experimentar este cocktail com base na receita que está no rótulo da Mangaroca Batida de Coco, por causa do chato dum amigo que queria beber um cocktail não alcoólico. Como não faço mocktails, achei que este disfarçava o álcool e aproveitava o sumo de ananás que comprei e que ninguém bebia.
Embora ele tenha gostado do cocktail, achei que devia investigar mais receitas alternativas para este cocktail tropical. Acabei por me decidir pela receita do Dale DeGroff no The Craft of The Cocktail, que acrescenta mais algumas coisas ao rum, creme de coco e sumo de ananás que são o essencial duma Piña Colada.
Piña Colada

1 ½ oz. de Rum branco (usei Bacardi Superior)
1 oz de Rum preto (usei Captain Morgan Black Label)
2 oz de leite de Coco (originalmente deveria ser Coco Lopez)
1 oz. de natas
4 oz. de sumo de ananás
1 gota (dash) de Angustura bitters

Pôr todos os ingredientes no liquidificador, com gelo partido, e ligar durante 15 segundos.
Servir num copo alto, se possível com um tema tropical.
Enfeitar (garnish) com um triângulo de ananás e uma cereja.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Beijing 2008: Sou péssimo a baptizar cocktails

Ouvi dizer que já acabaram os Jogos Olímpicos... que não sigo desde criança. Não é que não tenha interesse, é simplesmente uma reacção aos anos em ia de férias para a praia e nos dias dos Jogos Olímpicos acabava por ficar por casa, porque alguém queria ficar a ver uma prova qualquer…
Decidi chamar a este cocktail Beijing 2008, um cocktail com vinho do porto, para termos um ingrediente português; xarope de gengibre, mais comum no oriente do que cá; e com gin, para dar mais teor alcoólico e “casar” os sabores distintos do gengibre e do porto. Parece-me que os nossos atletas vão precisar de uns quantos destes, para aturarem os jornalistas e afins que lhes vão cair em cima quando voltarem a Portugal. Parece que o Nelson Évora ganhou uma medalha de Ouro!?
Para todos os que já experimentaram esta minha invenção, acabei por me decidir pelo gin, em vez da tequilla, pela simples razão que eu gosto mais assim.
Beijing 2008

1 oz. de vinho do Porto (usei um Dona Antónia Reserva)
½ oz. de Gin
1 colher de chá de xarope de gengibre

Preparar um copo de cocktails, enchendo-o com gelo e água ou deixando-o refrescar no frigorífico ou congelador.
Misturar os ingredientes com gelo no shaker e agitar (shake),
Servir no copo de cocktail, sem gelo (strain).
Enfeitar (garnish) com uma rodela de gengibre acabada de cortar.

Xarope de gengibre

3 chávenas açúcar branco
3 chávenas água quente, a ferver
1 raiz grande de Gengibre

Descascar o gengibre e cortar em fatias finas.
Pôr no liquidificador até o gengibre ficar um puré.
Juntar 1 chávena de açúcar e 1 de água e misturar.
Juntar o resto da água e açúcar e misturar.
Deixar em infusão por um dia e filtrar.
Conservar no frigorífico.
(Usei a receita do Luca Ciapponi, com ligeiras correções)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Patrícia: Este é do Sérgio Antunes

Numa iniciativa inédita no nosso país, a ViniPortugal lançou um desafio a vários escanções de criarem cocktails com base no vinho português, com o objectivo de divulgar novas formas de apreciar o que de melhor temos no nosso país, o vinho e os escanções, enquanto profissionais do vinho.
O primeiro escolhido foi o Sérgio Antunes, escanção do restaurante Terreiro do Paço, que nos oferece um cocktail inovador e suave, óptimo para beber como aperitivo. Depois de experimentar esta combinação de sabores, só posso dizer, para quem não saiba, que têm até ao final do mês para o irem experimentar. Para mim o problema é que, depois do Sérgio Antunes me aguçar a curiosidade, tenho que esperar pelo final do mês para saborear o próximo cocktail.
Deixo aqui o agradecimento à Maria João pelo convite, e a receita do Sérgio Antunes conforme ele a corrigiu, com algumas notas minhas entre parêntesis.
Dry Cocktail Patricia

3 ml (1 colher de chá) de Crème de Cassis
7 ml (1 colher de sopa) de Licor de Lichias
5 cl (2 oz.) de Vinho Branco Seco do Douro
1 Lichia

Coloque 2 cubos de gelo (o suficiente para refrescar sem diluir muito o nosso cocktail), o licor de lichias e o creme de Assis num copo misturador e mexa bem.
No fundo de uma taça de cocktail coloque a lichia e verta a mistura retendo o gelo.
Preencha com o vinho branco seco do Douro.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Uma semana depois…

Em vez de escrever no dia a seguir, decidi fazer uma pausa no blog e esperar uma semana depois da experiência no Specchio, para que a minha opinião sobre a noite pudesse amadurecer.
Serviram-se cerca de trinta cocktails da lista ao lado, numa noite de sábado, em pleno Agosto, em Lisboa. Friamente posso dizer que, tendo em conta o objectivo de dar a conhecer e promover os cocktails no nosso país, foi uma experiência ganhadora e a repetir. Mesmo assim, existe espaço para melhorias…
Em termos comerciais, de uma lista de seis cocktails, servi principalmente Margarita’s e Mudslide’s e não servi um único cocktail de bourbon. Estou a pensar substituir os cocktails de bourbon por cocktails de vodka, por muito que me custe abdicar do meu Old Fashioned. Acho que existe um pouco de medo de bebidas com whisky. Talvez com vodka as pessoas estejam mais abertas a experimentar novos sabores…
Em termos de originalidade todos os cocktails tiveram, no mínimo, um acerto nas proporções ou, no máximo a introdução de outros ingredientes. Isto para se adaptarem mais ao gosto dos lisboetas, mas mantendo alguma fidelidade às receitas originais. Tive que por várias vezes desaconselhar a Margarita original em prole das Margarita’s de manga e de morango, mas deixo essa história para um próximo post sobre a Margarita…
Não posso de deixar de agradecer ao Daniel e à Miss Avillix pela oportunidade, à Miss Avillix e ao DJ Richard pela música, à Mariana e à Poim pela inestimável ajuda que me deram, e a todos os que decidiram passar pelo Specchio para experimentar os meus cocktails.